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Marcenaria: o ponto forte do design hoteleiro


 
Atualmente, muitos hotéis têm adotado novos conceitos em seus projetos arquitetônicos. Em alguns deles, linhas mais clássicas, paredes brancas e móveis tradicionais deram lugar a texturas, cores diversas e mobiliário moderno, versátil e criativo. Nesta atualização de design, a marcenaria entra como ponto forte ao trazer, ao mesmo tempo,  leveza e sobriedade aos ambientes, fazendo parte da própria estrutura. Todo projeto começa com a concepção de um conceito dentro do briefing dado pelo hoteleiro e o budget estipulado. A marcenaria normalmente representa o maior custo na implantação hoteleira e, portanto, o item que deve ser melhor elaborado.

A grande vantagem da marcenaria é a possibilidade de personalização dos ambientes. Antigamente, os quartos eram padronizados e as áreas comuns eram projetadas apenas para cumprir funções específicas sem diferenciais. Hoje, o hóspede busca algo diferente, ele quer entrar em um ambiente e sentir experiências novas. A marcenaria dá liberdade para que o arquiteto consiga criar espaços inusitados e impactantes, além de oferecer diversas opções de acabamentos, texturas e se adequar as dimensões dos ambientes.

O mobiliário mudou muito na hotelaria moderna e a madeira maciça foi substituída por materiais leves, práticos, ajustáveis às mudanças, que possuem uma variada opção de cores para combinar com qualquer ambiente. A madeira maciça é composta apenas por madeira natural, como já diz o nome, sem aglomerados ou fibras sintéticas, o que faz com que o seu peso e o seu custo sejam altos. Como ela é feita toda de material natural, ela dilata com maior facilidade e trabalha com as variações de temperatura, e com o tempo, pode resultar em frestas e peças empenadas. Ela é extremamente resistente, porém, pelo seu custo elevado e grande necessidade de matéria prima natural, ela não é muito utilizada na área de hotelaria. Seu uso vem sendo reduzido nos últimos anos também em outras áreas da arquitetura por não ser uma solução sustentável.

De acordo com o Catálogo de Madeiras Brasileiras para Construção Civil, produzido pela organização WWF e pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas (2013), o Estado de São Paulo é o maior consumidor de madeira tropical no Brasil, tendo recebido em 2011, 14% da produção madeireira amazônica certificada. Deste volume, 56% são painéis compensados e 38%, madeira serrada. A construção civil e a indústria moveleira destacam-se como os principais setores de consumo dessa madeira e para garantir o seu suprimento e uso sustentável, é necessário assegurar sua procedência, de origem legal e não predatória.

Fonte: revistahoteis.com.br